10 tipos de intercâmbio

Conheça 10 tipos de intercâmbio  no post de hoje do Dicas de Curso.

Intercâmbios para estudo

Estudo: idioma

O tipo mais comum de intercâmbio é o de estudo de um segundo idioma, geralmente o inglês. Para essa língua, os destinos mais procurados são: Canadá, Estados Unidos, Irlanda, Inglaterra e Austrália. Quem quer estudar francês também pode ir para algumas províncias do Canadá ou pra França, claro. O espanhol, segundo idioma mais escolhido pelos brasileiros, atrai alunos pra Espanha e pros países vizinhos da América do Sul, principalmente a Argentina.

Estudo: high school

Por ser um investimento muito alto, poucas pessoas fazem esse tipo de intercâmbio. Se seus pais têm condições de bancar o high school no exterior, é uma ótima forma de ter contato com outra cultura. O aluno tem uma total imersão por que mora em uma casa de família e term que se adaptar aos costumes e culinária da casa, além de conhecer pessoas de várias partes do mundo, amadurecendo e tornando-se mais independente.

Estudo: acadêmico (parceria entre universidades)

Esse tipo de intercâmbio era bem difícil de ser feito por causa das poucas  vagas existentes, do alto custo pra se manter e da proibição de trabalhar no país estrangeiro. Com a criação do Ciência sem fronteiras, programa do governo que oferece bolsas de estudo para que os brasileiros possam estudar fora, esse cenário mudou. As universidades públicas e algumas particulares têm parcerias com universidades no exterior, há um processo seletivo rigoroso, mas no fim o estudante tem garantidos o curso, a moradia e a alimentação.

Estudo: graduação

Para quem não estuda em universidade ou curso com a possibilidade de participar do Ciência sem fronteiras, não desanime. Algumas faculdades privadas oferecem parcerias com instituições do exterior, então cabe ao aluno financiar “apenas” os custos pra se manter. Se você tem vontade de fazer toda a graduação fora, é possível, guardando bastante dinheiro ou escolhendo um país barato de viver (como a Bolívia) ou algum que permita que você trabalhe enquanto estuda (como a Nova Zelândia). Lembre-se que esse tipo de curso é pago uma vez ao ano e não por mês, como é comum no nosso país e que você já tem que ter fluência comprovada no idioma por exame de certificação.

Estudo: pós-graduação

Para a pós-graduação é o mesmo esquema da graduação: se tiver convênio na sua faculdade, ótimo! Se não, dá pra fazer por agência de intercâmbio que te orienta qual faculdade é melhor na sua área de estudo ou comprar o curso direto com a escola. Alguns países, como a Irlanda, já recebem muitos brasileiros, então algumas instituições tem representantes ou consultores especialistas em brasileiros que podem te auxiliar. No caso de mestrado ou doutorado já é um pouco mais complicado, pois é preciso passar por um processo seletivo da própria faculdade e muitas vezes é preciso já estar no país para isso.

Estudo: curso livre

Se você tem algum hobby, como fotografia, culinária, arte, cinema ou dança, é possível aproveitar o intercâmbio para estudar um pouco mais sobre isso. Em outros países é mais fácil encontrar cursos de curta duração oferecidos por escolas ou até mesmo por universidades renomadas. Você pode fazer apenas esse curso ou fazer um combinado de curso de idioma + curso livre. As duas grandes vantagens são a flexibilidade e o baixo custo.

Intercâmbios de trabalho

Trabalho: au pair

Para quem quer trabalhar e estudar e não tem muito dinheiro, o programa de au pair é uma das melhores oportunidades. A expressão au pair em francês signifca a par, igual e é usada para chamar a pessoa que trabalha como babá na casa de uma família. Esse tipo de programa, mais comum nos EUA, França e Holanda, exige que a pessoa tenha experiência cuidando de crianças e disponibilidade para ficar pelo menos um ano. Em troca a pessoa recebe a acomodação, alimentação, ajuda de custo para estudo e um salário, que dá pra passear e fazer pequenas viagens. Há limite de idade para participar.

Trabalho: outros

Nessa categoria podem entrar diversos tipos de atividade, desde trabalhar na Disney auxiliando as pessoas a entrar num brinquedo, como ter seu visto de trabalho financiado por uma empresa de TI. Se arranjar um emprego no nosso país já é difícil, em outro é muito mais. Em alguns países sobram vagas para algumas áreas, mas isso não quer dizer que eles contratam qualquer um.

É preciso ter qualificação e experiência na área, certificado de proficiência no idioma do país de destino e disponibilidade para se mudar por um tempo determinado, além da paciência para passar pelo burocrático processo de visto. Se você é jovem e quer trabalhar apenas nas férias, o melhor é procurar umas das agências especializadas nesse tipo de intercâmbio que podem orientar e ajudar na busca da vaga. Agora se você vai para algum país que permite aos estudantes trabalhar part-time (meio período), chegando lá você começará sua busca por conta própria. A própria escola em que está estudando pode auxiliar a elaborar seu currículo, como se portar na entrevista e quais as perguntas mais feitas.

Trabalho em troca de acomodação

Existem alguns sites em que é possível criar um perfil e procurar locais para trabalhar em troca de acomodação e, às vezes, alimentação. Para quem quer trabalhar em fazendas orgânicas, ter contato com a natureza e aprender mais sobre alimentação sadável, a melhor opção é o World Wide Opportunities on Organic Farms (Rede mundial de oportunidades em Fazendas Orgânicas).

Para quem prefere a vida urbana, o Workaway e o Helpx são ótimos sites em que você pode entrar em contato com famílias que precisam de ajuda com as crianças, pequenas fazendas em que você vai ajudar a cuidar dos animais ou até hostels para trabalhar na recepção. Esses três sites cobram uma taxa anual para ter acesso, mas, pelo retorno que você terá, ela se paga rapidamente. A terceira opção é o Worldpackers, o mais recente e o único gratuito.

Você cria seu perfil e adiciona suas habilidades, pra quais cidades gostaria de ir e quando estará disponível. Quando o sistema percebe que há um hostel precisando de alguém pras mesmas datas em que você pode ir, ele manda um aviso de que houve um match (combinação). Isso permite que você possa enviar mensagens para o hostel e, se um gostar do outro, combinar mais detalhes sobre o trabalho e a acomodação que você receberá.

Voluntariado

Para quem quer ter uma experiência ajudando as pessoas e fazendo a diferença também em outros países, é possível fazer um trabalho voluntário. Muitas agências de intercâmbio oferecem o serviço de encontrar uma vaga para você, mas geralmente cobram uma alta taxa por algo que você mesmo pode fazer.

Se você já tem um destino em mente, o ideal é buscar sites do próprio país que listam organizações que precisam de voluntários e entrar em contato diretamente com elas. Algumas têm processos seletivos anuais ou semestrais, com entrevistas por skype para que eles saibam se a pessoa está realmente interessada e não vai desistir no meio da viagem. Lembre-se que as pessoas estarão dependendo de você e que esse tipo de intercâmbio exige um compromisso muito maior do que os de estudo.

Para quem é estudante ou graduado por algumas universidades conveniadas à AIESEC, é possível se candidatar às vagas por essa organização mundial. Você paga uma pequena taxa e isso dá direito ao acesso ao sistema e, quando conseguir um trabalho, você terá o apoio da AIESEC local com acomodação gratuita.

Agora você já conhece mais de 10 formas de fazer seu intercâmbio, tanto para estudo, quanto para trabalho.

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